Era uma manhã fria de outono, eu não ligava, pois era normal nessa época do ano. Eu me levantei e olhei pela janela, o céu estava totalmente negro e tempo estava um tanto humildo, talvez fosse por causa da chuva mas parecia que era de noite, olhei paro o relógio, 04:35. Ótimo, eu estaria bem descansada para de manhã ir à escola. Deitei em minha cama e fechei meus olhos, mas nada aconteceu. Não havia sono, nem cansaço, tudo havia ido embora. Depois de um tempo percebi que eu não teria a opção de dormir, me enrolei nas minhas cobertas brancas que me pai havia me comprado no dia anterior, ainda com cheirinho de novas. Sentei-me ao lado da janela e fiquei observando as nuvem, suas formas, também percebi que a chuva engrossara. Comecei a resmungar comigo mesma, enquanto aquelas palavras bobas e grosseiras saiam da minha boca, com elas, saiam as “fumacinhas” que o ar quente de minha boca fazia. Peguei meu livro, aquele que eu não lia à uma semana, por falta de tempo, meu precioso tempo. Pego meu café na mesa ao meu lado, que ainda esta incrivelmente quente, dou um gole rápido e abro meu livro, vejo que estou ainda no começo, jogo ele de lado e me pergunto por que sequer comecei a o ler . Comecei a chorar, pois aquele tempo nostálgico me fazia pensar na vida e eu odeio pensar na vida. Ela fica me perturbando, me dizendo o que fazer, me dizendo o que é certo, eu estou cansada disso. Quero ter a liberdade de fazer minha próprias escolhas, quero sair do meu “mundo de rosas” por vontade própria, sem ninguém me obrigar. Olho novamente para o céu, nenhum sinal do meu glorioso sol, flecho meus olhos e as lágrimas que restam em neles, descem pelo meu rosto. Deito minha cabeça no chão, que mesmo duro, parece aconchegante e o sono me leva… Algum tempo depois - que eu julgava ser minutos - meu despertador, fez seu trabalho, me despertou. Quando abri meus olhos, meu amigo, o sol, queimou minhas retinas, logo ouço minha mãe entrar pela porta, ela reclama do meu estado e de eu ter dormido no chão, eu à ignoro e olho para a janela, céu limpo e azulado, o que poderia ser melhor? Deito naquele duro e desconfortável chão e volto a dormir. Sabe, as vezes a vida nos surpreende de várias formas, mas temos que continuar, pois ainda estamos no começo do livro. (Source: escritoraderascunhos)
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